sábado, 4 de setembro de 2010
Você conhece Maria da Penha Maia Fernandes?
Em 1983, Maria da Penha recebeu um tiro de seu marido, o professor universitário Marco Antônio Heredia Viveiros, enquanto dormia. Como seqüela, perdeu os movimentos das pernas. Seu marido afirmou que o tiro havia sido disparado por um ladrão.
Após um longo período no hospital, Maria retornou para casa. Seu marido porém a manteve presa dentro de casa, iniciando uma série de agressões. Por fim, uma nova tentativa de assassinato, desta vez por eletrocução que a levou a buscar ajuda da família. Maria da Penha ficou paraplégica.
Maria da Penha dá nome à lei 11.340 de 2006 devido ao seu histórico de sofrimento e luta por justiça. A lei tipifica (quando uma conduta está prevista em lei) a violência doméstica além de estabelecer suas formas: violência física, sexual, patrimonial e moral. Antes do advento desta lei não existia outra específica sobre violência contra a mulher.
Segundo pesquisas da ONU (Organização das Nações Unidas) o Brasil é um dos líderes mundiais em violência contra a mulher, sendo que a cada 7 segundos uma mulher é agredida em seu PRÓPRIO LAR. Esse é o resultado de leis pouco eficientes, certeza de impunidade, sentimento de possessão em relação à mulher e falta de políticas públicas que tenham como objetivo prevenir a violência contra a mulher.
A mulher no decorrer da história da humanidade vem exercendo um papel árduo, ou seja, o de ter que provar que é um ser humano com capacidade intelectual como qualquer pessoa do sexo masculino. Éramos vistas como qualquer outra propriedade, éramos objeto de escambo e nos usavam para atender os interesses de quem era o “dono” da vez.
Há muito tempo a mulher vem lutando para que seus direitos sejam respeitados, porém, em pleno século XXI ainda nos deparamos com situações de preconceito contra a mulher e com vários casos de violência. E por que isso acontece? Porque muitos homens ainda não entenderam que sua mulher não é sua propriedade, que ele não pode tratá-la como bem entender, que a mulher tem intelecto tanto quanto ou mais que ele.
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Bem informativo. Muito legal! Muito se fala sobre a lei e a origem do nome, mas nunca o que foi passado por essa mulher.
ResponderExcluirÓtima a iniciativa, com esse blog você me deu uma ótima ideia. Depois passarei a você!