terça-feira, 31 de agosto de 2010

Censura nunca mais!






Dêem uma olhada na Lei 9.504 de 1997:

Art. 45. A partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e
televisão, em sua programação normal e noticiário:

II - usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito;

O artigo citado acima poderia ser um exemplo claro do que é censura. Utilizado para impedir que programas de TV façam sátiras dos políticos, a eficácia do artigo não durou muito tempo. A Abert brilhantemente impetrou uma Ação de Inconstitucionalidade contra o inciso II da referida lei.

O relator da Ação de Inconstitucionalidade o ministro Carlos Ayres Britto  sabiamente concedeu liminar e os programas de televisão já voltaram a satirizar os candidatos. Cumpre salientar que a Ação de Incons. ainda será levada à plenário para que seja votada pelos demais ministros do Superior Tribunal Federal. Normalmente a tendência é que os outros ministros sigam o voto do relator, mas é bom ficarmos de olho!

A liminar foi concedida provavelmente porque o inciso II do art. 45 da referida lei ofende ao princípio constitucional previsto no art. 5º inciso IX da Constituição Federal, o qual estabelece que: “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;”.

Vivemos em um país que viveu sob os holofotes da censura durante muito tempo. Não podemos permitir que este fantasma assombre a democracia conquistada após tanto sofrimento e derramamento de sangue. Por isso fiquemos de olho nos políticos que legislam (fazem leis) e no Judiciário que pode reverter qualquer indício de censura.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O VOTO CONSCIENTE E O POLÍTICO POUCO EFICIENTE

Mais uma vez o cidadão brasileiro se depara com a necessidade de voltar às urnas para escolher seus ilustres representantes “democraticamente”. As eleições serão no dia três de outubro e nesta data será eleito o novo presidente da República, os governadores, senadores, deputados estaduais e federais.

Infelizmente poucos brasileiros sabem, mas o voto depositado na urna tem um poder violento e influencia drasticamente na vida do país. Poucos sabem também e os que sabem (os políticos) esquecem é que os políticos eleitos são pagos por nós, com nossos impostos para que tomem decisões que atendam aos nossos interesses. Obviamente não é o que se vê na prática.

Se o cidadão fizer uma rápida reflexão sobre o significado da palavra mandato, certamente não concederia o poder de governar a qualquer um. Segundo o dicionário, mandato é a “Autorização ou procuração que alguém confere a outrem para, em seu nome, praticar certos atos.” Pelo que me consta, não vejo pessoas concedendo mandatos a quem desconhece.

Neste momento, vê-se uma corrida maluca dos políticos pelo voto de cada eleitor. E por quê? Simples, porque cada voto é importante e faz diferença pra eles. Esta é a época do enrolation e do prometetion para garantir um futuro roboletion.

Mas de quem é a culpa da política brasileira estar tão decadente? Dos políticos? Pior que não. A culpa é nossa que nos omitimos, que não cobramos nossos mandatários como faríamos se entendêssemos a importância de tal ato.

Não nos deixemos enganar... Ainda está em tempo de pesquisarmos e escolhermos aqueles que melhor nos representarão, que cuidarão de nossos interesses como se fossem nós mesmos, que criarão leis que afetarão nossas vidas diretamente.

Ignorância política é atestado de burrice. Não conceda um mandato a quem não merece ou não conhece. Sua escolha afeta a sua vida, a minha vida e a de toda sociedade. Se você quer hospitais melhores, uma economia mais forte, mais empregos, segurança etc., faça sua escolha conscientemente e saiba cobrar no momento oportuno tudo o que lhe foi prometido.

Mas lembre-se que se você achar seu mandatário preguiçoso ou pouco eficiente não será possível revogar a “procuração”, não pelo menos pelos próximos oito anos para senadores e quatro anos para os demais cargos.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Greve dos residentes!

Galera, fiquem de olho na greve dos residentes. Aqui em Uberaba, os residentes do Hospital Escola aderiram à greve e estão paralisados desde a última quarta-feira. Os motivos que levaram os residentes à greve é que os mesmos recebem os mesmo valor (R$1916,45) há quasse quatro anos.

É importante salientar que em 2007 o Governo prometeu um novo reajuste de 23,7% o que por sinal, não foi cumprido... A defasagem atualmente chega a 38,7% que se corrigida elevaria o salário do médico residente para R$2658,11 que é a remuneração base pleiteada pela ANMR (Associação Nacional Médicos residentes).


Os médicos residentes reinvindicam aumento de 38,7% no valor pago pelo Estado, além do pagamento do auxílio moradia e auxílio alimentação (como estabelece a Constituição Federal), reinvindicam ainda o direito de receber 13º salário,ADICIONAL DE INSALUBRIDADE, aumento da licença maternidade, data base e outras.

Desta forma, é importante acompanharmos a greve e refletir sobre a necessidade da mesma. Poucos sabem mas os residentes trabalham mais de 100 horas semanais e ganham o equivalente à um profissional pouco qualificado. Tenhamos paciência com os residentes sem esquecer que residente também é Médico!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Jornalista teu sobrenome é coragem!!

Nos dias atuais o jornalista não é mais visto como um intelectual como ocorria no passado. O jornalista era visto como uma pessoa culta e preparada para passar à sociedade o que ela queria e precisava saber. Na ditadura muitos jornalistas foram mortos por discordarem do regime e levantarem a bandeira em prol da democracia, o que trouxe uma credibilidade muito grande aos profissionais da área junto à sociedade.

Atualmente o prestígio da profissão de jornalista vem caindo demasiadamente. Atuações infelizes de alguns profissionais da área trazem constrangimento e vergonha para profissionais sérios que levam à risca os preceitos éticos do jornalismo.

A própria sociedade já vê com certa desconfiança o profissional de jornalismo, resultado da atuação de péssimos jornalistas que constituem a chamada imprensa marrom. Estes são especialistas em denegrir a imagem de personalidades, em passar informações construídas de acordo com o interesse do Veículo e se preocupam perigosamente em manipular a opinião pública.

Como se o cenário citado acima não fosse suficiente, a profissão ainda sofreu um golpe muito duro no último ano. Em junho de 2009 o STF (Superior Tribunal Federal) decidiu que o diploma do curso de jornalismo não seria mais necessário para o exercício da profissão. A decisão é extremamente perigosa, pois abre a possibilidade de que um profissional despreparado e com intenções duvidosas possa exercer o ato de informar.

O profissional de jornalismo é essencial ao exercício da democracia, já que dentre outras, tem a função de informar o cidadão. O que saberíamos das facetas dos membros do Congresso Nacional se não fosse o jornalista? Este apesar de imparcial é formador de opinião, pois traz informação à sociedade, informação esta sofrida, suada, já que estes profissionais são tratados com desrespeito por alguns setores da sociedade.

O jornalista precisa ter coragem para exercer sua profissão de maneira digna, seja rejeitando pautas antiéticas, seja recusando-se a fazer reportagens que tenham como objetivo final denegrir a imagem de alguém desnecessariamente ou que tentem induzir a opinião pública servindo assim a um jogo de interesses, tão comum em nosso país. Ter coragem para ser ético faz a diferença e revela o profissional que você quer ser.

Celiana Quintiliano (Estudante de jornalismo - Universidade de Uberaba)

Texto dedicado à professora Cintia Cerqueira Cunha

Não preciso de diploma Sr. Magistrado?

Não preciso de diploma senhor Magistrado?

Há pouco mais de um ano, em 17 de junho de 2009, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o diploma do curso de jornalismo não seria mais necessário para o exercício da profissão. O relator Gilmar Mendes afirmou que a não obrigatoriedade não significaria o automático fechamento dos cursos de jornalismo, mas não é o que se vê na prática. De acordo com a Fuvest, o curso de jornalismo caiu em quatro posições, foi de quarto colocado para sétimo em 2010, será que essa baixa tem ligação com a queda da necessidade do diploma?

Na única Universidade que oferece o curso na cidade de Uberaba a baixa procura pelo curso no vestibular de inverno assusta, pela classificação dos alunos que prestaram jornalismo vê-se que dos dezenove inscritos, só compareceram oito para a realização da prova. É certo que a procura nos vestibulares de inverno é menor que a procura nos vestibulares de final do ano, mas o número ainda assim, continua assustador.

Enquanto cai por terra a necessidade de diploma para o exercício da profissão de jornalista, outros cursos exigem além da graduação a realização de uma prova, realizada pela categoria, para que o profissional possa exercer a profissão, é o caso do curso de Direito. Além dos cinco anos exigidos para a graduação é necessário a realização da prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

É evidente que as empresas quando forem contratar optarão por aqueles que forem mais preparados, porém como se preparar em uma cidade onde não há a oferta do curso? Teremos que voltar à velha idéia de que para estudar teremos que nos mudar para uma cidade maior? Logo em Uberaba que possui uma Universidade pública bem conceituada e pelo menos quatro universidades particulares? Não sei. Alguém sabe?



Celiana Quintiliano

Junho 2010