Décio para exemplificar seu raciocínio, cita o caso da Escola Base de São Paulo onde seis pessoas foram acusadas de estarem envolvidas no abuso sexual de crianças. Na ocasião, a mídia sem provas palpáveis, praticamente condenou os acusados que mais tarde foram inocentados por falta de provas. O caso da Daslu também foi utilizado como exemplo. Dessa vez a mídia agiu diferente. Mesmo com todo o conjunto probatório os órgãos da imprensa alfinetavam o governo.
Certamente o papel do jornalista na sociedade não é o de acusar nem julgar. No entanto, corriqueiramente vemos a mídia exercendo o papel do judiciário e antes mesmo das autoridades competentes terminarem o conjunto de provas a mídia já terminou o julgamento. Parece que nunca ouviram falar no princípio constitucional da presunção de inocência, um dos mais desrespeitados pela imprensa. Acredito que na maioria dos casos não por maldade, mas pela ânsia em estar sempre em primeiro lugar.
A professora Celi Camargo proferiu palestra em comemoração ao dia do jornalista e nesta disse que ser jornalista no mundo atual é conviver com os desafios. Penso que os desafios a que a professora se referia era o de informar com integridade, de ouvir mais do que falar, de ser paciente apesar da correria do dia a dia, de ser psicólogo daquele que sofre e não tem com que desabafar, de defender interesses que às vezes não são seus e de acreditar mesmo quando tudo parece perdido.
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