sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Greve dos residentes!

Galera, fiquem de olho na greve dos residentes. Aqui em Uberaba, os residentes do Hospital Escola aderiram à greve e estão paralisados desde a última quarta-feira. Os motivos que levaram os residentes à greve é que os mesmos recebem os mesmo valor (R$1916,45) há quasse quatro anos.

É importante salientar que em 2007 o Governo prometeu um novo reajuste de 23,7% o que por sinal, não foi cumprido... A defasagem atualmente chega a 38,7% que se corrigida elevaria o salário do médico residente para R$2658,11 que é a remuneração base pleiteada pela ANMR (Associação Nacional Médicos residentes).


Os médicos residentes reinvindicam aumento de 38,7% no valor pago pelo Estado, além do pagamento do auxílio moradia e auxílio alimentação (como estabelece a Constituição Federal), reinvindicam ainda o direito de receber 13º salário,ADICIONAL DE INSALUBRIDADE, aumento da licença maternidade, data base e outras.

Desta forma, é importante acompanharmos a greve e refletir sobre a necessidade da mesma. Poucos sabem mas os residentes trabalham mais de 100 horas semanais e ganham o equivalente à um profissional pouco qualificado. Tenhamos paciência com os residentes sem esquecer que residente também é Médico!

2 comentários:

  1. Incrível como há promessa em tudo né? É triste ver a forma e o descaso que tratam a nossa "saúde". Eu acho que médios, professionais da saúde em geral, da segurança e educação, deveriam ser sempre bem recompensados pelo trabalho realizado que muitas vezes é árduo, exaustivo, porém sempre praticado com muito amor e dedicação. Enfim, tomara que dê tudo certo e que a greve termine com bons resultados. Torcendo aqui...

    Cely, tô amando os seus textos, meu acesso diário você já tem... Arrasa!
    Bjos,
    Rona.

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  2. Os dados estão certíssimos, dentro da ANMR o conselho municipal de saúde não estabelece um piso descente aos profissionais da área de saúde. Alguns trabalhando e ganhando pouco, enquanto outros trabalham pouco e mal para ganhar três vezes mais que uma pessoa de mesma capacitação.
    Sem contar que a MIMER não desenvolve uma política adequada de incentivo a profissão, o complica ainda mais as manifestações perante o poder público, enfraquecendo ainda mais a classe frente ao Ministério da Saúde.

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