Nos dias atuais o jornalista não é mais visto como um intelectual como ocorria no passado. O jornalista era visto como uma pessoa culta e preparada para passar à sociedade o que ela queria e precisava saber. Na ditadura muitos jornalistas foram mortos por discordarem do regime e levantarem a bandeira em prol da democracia, o que trouxe uma credibilidade muito grande aos profissionais da área junto à sociedade.
Atualmente o prestígio da profissão de jornalista vem caindo demasiadamente. Atuações infelizes de alguns profissionais da área trazem constrangimento e vergonha para profissionais sérios que levam à risca os preceitos éticos do jornalismo.
A própria sociedade já vê com certa desconfiança o profissional de jornalismo, resultado da atuação de péssimos jornalistas que constituem a chamada imprensa marrom. Estes são especialistas em denegrir a imagem de personalidades, em passar informações construídas de acordo com o interesse do Veículo e se preocupam perigosamente em manipular a opinião pública.
Como se o cenário citado acima não fosse suficiente, a profissão ainda sofreu um golpe muito duro no último ano. Em junho de 2009 o STF (Superior Tribunal Federal) decidiu que o diploma do curso de jornalismo não seria mais necessário para o exercício da profissão. A decisão é extremamente perigosa, pois abre a possibilidade de que um profissional despreparado e com intenções duvidosas possa exercer o ato de informar.
O profissional de jornalismo é essencial ao exercício da democracia, já que dentre outras, tem a função de informar o cidadão. O que saberíamos das facetas dos membros do Congresso Nacional se não fosse o jornalista? Este apesar de imparcial é formador de opinião, pois traz informação à sociedade, informação esta sofrida, suada, já que estes profissionais são tratados com desrespeito por alguns setores da sociedade.
O jornalista precisa ter coragem para exercer sua profissão de maneira digna, seja rejeitando pautas antiéticas, seja recusando-se a fazer reportagens que tenham como objetivo final denegrir a imagem de alguém desnecessariamente ou que tentem induzir a opinião pública servindo assim a um jogo de interesses, tão comum em nosso país. Ter coragem para ser ético faz a diferença e revela o profissional que você quer ser.
Celiana Quintiliano (Estudante de jornalismo - Universidade de Uberaba)
Texto dedicado à professora Cintia Cerqueira Cunha
Aê, orgulho em ser estudante de Jornalismo!
ResponderExcluirAcho digna a dedicação :D
Sucesso, bgs :*
Belo texto, Celiana. O mundo precisa muito de jornalistas comprometidos como você! Continue investindo em seu talento e em sua inteligência. Avante!
ResponderExcluirOi, querida! Que honra! Amei o texto e assino embaixo do que o André disse! Muito obrigada, viu? Beijo grande!
ResponderExcluirSó elogios como sempre, não é?! Também adorei seu texto, e concordo com tudo que foi escrito!
ResponderExcluirO Brasil sofre um atraso quando referimos ao termo comunicólgo. Não sentimos prazer em dizer que somos comunicólogos, e sim jornalista ou publicitário. Logo isso mudará, observaremos a Comunicação como uma ciência exata, desenvolvendo trabalhos ciêntíficos através da educação e mídia.
O termo jornalista ou publicitário não existe mais em países desenvolvidos, você se forma em Comunicação, e depois migra para um ramo dentro da área.